Antes de pedir criatividade, o concurso da marca Serra Gaúcha fez um movimento essencial: ouvir o território.
Sob o chamamento do G30 Serra Gaúcha e com coordenação técnica da Atria Design, o briefing nasceu de um processo de aproximadamente 45 dias de escuta, articulação e organização de informações. Foram realizadas reuniões presenciais, debates virtuais, formulários online e outros formatos de participação que ajudaram a captar a percepção de mais de 200 atores do trade turístico.
Esse material foi então reunido, analisado e depurado até chegar ao documento que hoje orienta o trabalho criativo dos participantes.
Mais do que um texto de referência, o briefing é uma síntese de contexto. Ele ajuda a traduzir a Serra Gaúcha como ela é: um território amplo, diverso, reconhecido e, justamente por isso, complexo.

Um ponto de partida, não um limite
O briefing é uma base. E, como toda boa base, ele não pretende encerrar a conversa.
Quem vai competir na criação da marca não deve lê-lo como um território fechado, mas como um marco inicial de entendimento. A construção de uma marca territorial exige repertório, sensibilidade e investigação própria.
Por isso, além do material disponível no site, é importante que cada participante:
- amplie sua leitura sobre a região
- busque referências complementares
- pesquise casos similares
- converse com moradores, empresários e turistas
- observe o território com olhar crítico e aberto
O briefing orienta. Mas a qualidade da proposta também dependerá da capacidade de cada equipe de ir além dele.
O que o briefing revela sobre a Serra Gaúcha
Ao organizar as contribuições recebidas, o documento deixa claro que a Serra Gaúcha não pode ser reduzida a um único atributo.
Ela é simultaneamente:
- turística e produtiva
- tradicional e inovadora
- urbana e rural
- cultural e econômica
- simbólica e prática
- conhecida e ainda em construção como marca territorial
Essa multiplicidade é uma riqueza — mas também um desafio de síntese.
Por isso, o briefing não tenta simplificar demais. Ele aponta para a necessidade de construir uma marca que consiga representar um território que é, ao mesmo tempo, muito reconhecido e muito plural.
Um território completo, e por isso complexo
A Serra Gaúcha reúne muitos elementos que precisam aparecer com equilíbrio na construção da marca.
Entre eles, estão:
- a força da paisagem e da natureza
- a presença da cultura e da tradição
- a relevância do enoturismo e da gastronomia
- a experiência urbana e os eventos
- o empreendedorismo local
- o papel da hospitalidade
- a diversidade de municípios, públicos e vocações
Essa combinação faz com que a marca precise ser mais do que bonita. Ela precisa ser capaz de dar unidade sem apagar a diversidade.
Esse talvez seja o maior desafio do concurso: encontrar uma forma visual e conceitual que traduza uma região rica em camadas, sem cair em estereótipos nem em simplificações óbvias.
O que o briefing pede de quem vai criar
O documento deixa claro que a marca precisa responder ao território real. E isso significa três coisas importantes.
Primeiro: ela precisa ter aderência estratégica. Não basta ser interessante visualmente; ela precisa fazer sentido para a região e para seu posicionamento.
Segundo: ela precisa ter representatividade regional. Ou seja, precisa conseguir conversar com diferentes partes da Serra Gaúcha, sem parecer restrita a um recorte muito estreito.
Terceiro: ela precisa ser aplicável. Afinal, uma marca territorial não vive só no conceito. Ela precisa funcionar em materiais, campanhas, produtos, ativações e contextos institucionais.
O briefing, portanto, não é um exercício teórico. Ele está diretamente ligado à construção de uma marca que precisa existir no mundo real.
Como ler o briefing com inteligência criativa
Para quem vai participar, vale tratar o documento como uma peça estratégica de repertório, não como uma receita pronta.
O melhor caminho é cruzar o briefing com outras fontes de observação:
- a experiência pessoal no território
- a leitura de mercado
- a comparação com outros destinos
- o olhar de quem vive e trabalha na região
- a escuta de públicos diversos
É nessa interseção que surgem as propostas mais fortes.
Quem conseguir ler o briefing com profundidade vai perceber que ele não entrega respostas prontas. Ele oferece um mapa de contexto. E isso, em branding territorial, vale muito.
Leia os anexos, complete a leitura, amplie a visão
Por isso, se você vai participar do concurso, o convite é direto: leia o briefing com atenção, mas não pare nele.
O documento está na aba de anexos deste site, junto com o regulamento e os demais materiais de apoio. Eles foram preparados para orientar a participação e dar segurança ao processo criativo.
E, para quem quer competir de verdade, isso é apenas o começo.
A Serra Gaúcha é um território complexo, diverso e cheio de possibilidades. O briefing ajuda a começar a entendê-lo. O restante depende da sua capacidade de observar, pesquisar e traduzir essa riqueza em uma proposta consistente.
Leia o briefing. Leia o regulamento. Leia os anexos. E depois vá além deles.